Conto
que te escrevi
poesia?
Prosa.
.?.
Semespaços.Fique quieto.Diga que escuta.
Na vida
muitas fins
e lutos não vividos.
Quantos eu's, tu's cabem
no lapso de tempo de espera
até a última morte
que não mais se [en]luta?
Cabem os que souberam morrer em vida.
Cabem os que em vida souberam que iam morrer para continuar vivendo, e que viver o luto sempre foi mais sobre a vida de que sobre a morte.
Se há vida, há dor.
.?.
adjetivos
a estranheza
a dificuldade
adjetivos
a criticidade
a exigência
adjetivos
a dureza
a teimosia
adjetivos
a frieza
a seriedade
adjetivos
a - djetivos?!
muitos
aos montes
aos berros:
substantiva-me.
CaPetró
um corpo a colapsar a cabeça a ruir a mente a...qui
Explodindo sem saber dentro,
Por fora querendo findar.
Faltou remédio?
.?.
vira efêmera?
Talvez
Eternidade como espaço
Dentro de nós,
Temporalizado
No mundo
Dentro de um poema.
CaPetró
Ler ajuda minha ansiedade,
mas ela resiste. Faz eu engolir o livro, pouco mastigo as letras, mal sinto o sabor das palavras, o que me faz não digerir as frases com tranquilidade.
Ler ajuda a perceber o quanto a ansiedade está presente em tudo o que eu faço, falo e... leio. Ela está nos grandes acontecimentos e nas miudezas diárias. Eu estou de férias, só que a ansiedade está sempre trabalhando. Ela não para nunca. Posso largar o celular, tocar instrumentos, fazer exercícios, que ela vem. Mentira, ela não vem, porque ela nunca sai daqui de dentro. Da cabeça que constrói castelos de pensamentos; do peito que é atravessado por espadas imaginárias; da perna que treme ao dormir como se ao invés de estar deitada, estivesse em cima de um cavalo branco e marrom galopando pelo campo verde, com um céu muito azul, mas com algumas nuvens, para lembrar que sempre há possibilidade de chuva (viram/leram como funciona? É assim).
Era isso. Fim. Estou indo ler.
Porque ler ajuda minha ansiedade.
.?.