quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Homen(age)m

"Não entendo Poesia"
mas para mim fala
o que há de melhor;
sem rimas
me faz chorar
enquanto tento escrever
o quanto me faz sorrir...

Lágrimas: diz não entender o que me ajuda a fazer.

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Personagem acima tem nome:
é Camila A. Petró
Escrevo àquela pessoa que soube conquistar minha presença.
(mesmo demonstrando da maneira torta que sei o tão presente que és).


.?.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Dos Labirintos ou apenas Reprodução da Madrugada.

Está sendo difícil eu conhecer o ser. Diversamente somos.
Eu sendo várias. Suporte da carga psicológica.
Submeto.
Submetida.

- ei, vocês que andam aparentemente [de forma invisível] comigo, falem respostas, sem propor mais mistérios!
- Eu devo entender sozinha?
Estranho eu andar então acompanhada...


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A noite tem voz, mas é na madrugada que ela grita.
Silêncio.
A
L
T
O
.



.?.

Clichês e/ou Análise de "p" s

Eu fogo,
tu polvora.
Explosão somos;
Nós [...] como Elos.
.o que sinto é maior do que eu.
Chama.
Incendeia.
Acaba comigo,
toma conta de mim.



.?.

sábado, 1 de janeiro de 2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Preguiça

num canto claro do quarto, a maquina de escrever diz ao papel em branco, cheio de escuridão: letras procurando pelo tempo; espaço esperando por palavras...


.?.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um Personagem

Mente inquieta, preguiçosa de acalmar, de dissipar histórias se nega.
Negativa afirmação: não tenho sono, nem relógio; não perco palavras na contagem.
A noite os espíritos fazem suas festas, enquanto deixo fluir os caminhos, não sei se adormeço... acordo investigando os rastros dos passos que não deixei. Escritos rabiscados na lembrança da memória que é minha da atuação deles.
Espaço e Tempo de Um Personagem. Roteiro dos eus descrito por mim.



Corpo na inércia do pensamento que não para.
Quem escreve atua? texto a procura de um a[u]tor...


.?.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Aleatórias I

Lembrando da prosa interna tão boa,
até esqueço que prefiro externalizar poesia...
com pouca facilidade em dormir,
acordar com muita dificuldade.

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pensar sentir pensar sentir pensar sem ti pesar sem ti pensar sentir pensar sentir pensar sentir pensar
sentar pisar sentir 
pensar,
eu.

.?.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dos diálogos

 Pensamento Cercado. Fortificação Interna.
Chego ao limite do muro.
Interrogação:
continuo sem barreira a prosa?
paro, e sigo pelo portão da  poesia?

[reticências]



.?.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Das noites [minhas]

aquele frio interno. nem sono, nem cobertor, nem roupa alivia.
b
r
A
Ç
O.

Não durmo: descoberta e nua.
Intensidade.


.?.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do[i]s Cômodos ou reflexão sobre [i]móveis e suas paredes

mudei de quarto:
lembro do teu espaço,
paredes que abraçavam,
a tua janela...
não esqueço da vista
[das visitas]
diferente do meu paço,
pernas que andarilham,
o meu teto...
horizonte de expectativa
[da visita]


paredes sem braços cansadas de esperar paradas o pensamento que faz eco sem sair do lugar.
Abraço? Eu estive em mudança...


.?.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Inverno acabou Verão?

nas saudades; na cuia de mate que, invertidas as letras, caiu; nos afastamentos; na caneta de tinta que estourou sangue; nas ligações; na roupa verde, na mochila vermelha; nos sentidos; olfato, visão, tato: auditivas percepções...

 

 

.?.

sábado, 6 de novembro de 2010

Rincón de Haikus

hay pocas cosas
tan ensordecedoras
como el silencio

Mario Benedetti


.?.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Problemáticas

Os números são também palavras...
Matemática Poética. Distanciamentos e Temporalidades próprias. Entre tantos pensamentos e cálculos, extraio a raiz do problema. Raiz não exata, números quebrados. Zeros a esquerda que possuem valor.
08 ou 80. Extremos Infinitos. Vazio Profundo que encheu. Cheio, o Vazio aprofundou o silêncio.
E a cada novo gráfico, a tentativa de expressar o que as palavras não falam 
- Foi-se audição?
- Não importa, a voz também...
Basta olhar












ascendente              
memória


                                                                            constante


Distância Simbólica?
Tempo Corporal...

.?.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Até qualquer dia

Dia qualquer escrevo...
Palavras andaram perdidas,
ando a procurar.

Caso sejam encontradas, passem o endereço?
Rua da folha do Caderno, fundos...
Basta chamar pelo Lápis!



.?.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sem Título

É preciso ter cuidado com as perguntas, pois a mais simples na aparência, pode ser efervecência, dependendo de quem pergunta. Mesmo que a pergunta não seja direta, de corpo presente, mesmo que seja enviada, mesmo que não seja pergunta, que seja apenas conversa.


Cuidado Sempre.

Não é preciso ter medo de não ter respostas; medo somente de não conseguir responder que não tem resposta, mas sim que tem outras perguntas, e que estas podem ser eternas.

As vezes podemos perder a paciência. Às vezes mudamos em cada situação. Às vezes não.

Sempre é muito. Nunca é pouco. Às vezes nunca, sempre pode ser demais.
 
 
.?.

gato ou rato?


Sempre as velhas sempre novas questões...


Definir é algo muito complicado. Continuar escrevendo também. São tantas dúvidas. O papel um dia vai acabar. Tenho certeza disso. Os dedos ficarão perdidos.  Certeza de dúvidas. Centena de espaços mudos entre as letras. Não há como entender. Pura incoerência. Certeza do que não se é. Duvida sobre o que dizer. Estar é a resposta. Calar a pergunta. Fraca ou Forte? Para, encara, escuta...

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Nem um, nem outro. O dois. nenhum outro.
Pode haver uma terceira opção, dependendo do dia.
Da tristeza.
Da alegria.

Quem sabe ouve?
Falar alivia?

.?.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Estados de ánimo

A veces me siento
como un águila en el aire.
-Pablo Milanés

Unas veces me siento
como pobre colina
y otras como montaña
de cumbres repetidas.

Unas veces me siento
como un acantilado
y en otras como un cielo
azul pero lejano.

A veces uno es
manantial entre rocas
y otras veces un árbol
con las últimas hojas.
Pero hoy me siento apenas
como laguna insomne
con un embarcadero
ya sin embarcaciones
una laguna verde
inmóvil y paciente
conforme con sus algas
sus musgos y sus peces,
sereno en mi confianza
confiando en que una tarde
te acerques y te mires,
te mires al mirarme.

Mário Benedetti

sábado, 29 de agosto de 2009

Buenas

eu já me conformei?

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Não adianta:
Sempre serei eu a procurar a palavra.
O tempo não cura.
Remédios não param o pensamento.
Não adianta correr, minha sombra voa.
Eu esqueço porque tenho que lembrar.

E o mais triste é pensar que a palavra ADEUS é a palavra SAÚDE, invertidas as letras.
Prefiro viver doente...

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Sim, eu já me conformei que dificilmente vou me conformar...


.?.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Meu Blusão, as Pedras e o Tempo

O tempo é cíclico?
Retilíneo é que não me parece ser...

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Não adianta parar de procurar meu blusão que se perdeu de mim, depois de um tempo, ele sempre reaparece, em outros modelos, em outras cores...
Nesse caso um blusão azul me chamou tanto a atenção que por pouco não tropeço numa pedra...
Pedra essa diferente, pois se move sem que alguém a movimente.
Chamo de Pedra, não por ela, mas por mim, que não tem dureza suficiente para deixar pr'a trás sem movimentar o que deveria estar parado [que fique claro, parado, sendo eu o referencial].
Incrivelmente, naquele dia eu fui obrigada a desviar o meu caminho para encontrar a Pedra.
Quem sabe um dia, eu desvie da Pedra, e encontre meu caminho...
Mas se:
"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra. [...]",
certamente [como ter a Pedra no meio do caminho] eu não vou desviar, porque minha alma é colecionadora.

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E o Tempo continua retilineamente a circular...
A Pedra foi só um marco?


.?.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cobertor Corporal

Crônica de um corpo

Desde que perdi aquele blusão não consigo mais seguir.
Sigo sentindo mais frio que antes, sentindo mais medo que antes.
[Na verdade sentindo medo, coisa que não acontecia antes].
Aquele blusão era único, era da minha mãe, ou tias, não lembro.
Era estranho, era velho, mas eu, jovem, queria como um novo que causa estranhamento.
Perdi ele num dia 13. Não era sexta-feira, mas foi um dia de azar.
Perdi um pouco de mim ao perde-lo. Ele fazia parte de mim. Naquele dia estava com o perfume que mais gostava. Ele também me tinha. Tanto tinha, que continuo me sentido presa a ele, como se alguém o tivesse aprisionado. Guarda roupa é o policial que prende as vestes. É prisão. No meu caso, ou melhor, no caso do meu "antigo" blusão, é prisão perpétua. Acho que não vou mais poder vê-lo, e se ver, no máximo esquentará os meus os olhos, não será mais aquele cobertor que aquece durante o dia, e a noite, se não descansa ao meu lado, me olha ao dormir.


** notícias do blusão: ele era[sempre penso no pior]/é claro, cor creme, mas acho que quando o perdi continha cheiro de baunilha.

Não existe outro igual. Esqueço o blusão ou tento encontrá-lo?
Crônica a espera de um fim.


.?.