domingo, 4 de setembro de 2011

"Chama-se Poema, Menino"


Velhas Novidades,
Puro neologismo...
Fingindo inventar, 
O que não sabe dizer...


.?.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Minhas olheiras me conhecem melhor que meu espelho.

[ meus olhos e tantos outros olhares ]



.?.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A velha roupa visível do rei

Quando te vejo, te dispo
na tua presença, sinto-me nua.
Por isso sinto tanto frio,
no calor dos olhares da rua.




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 Continuamos no abrigo da distância visual, na roupa que esconde a proximidade.

Neste inverno, era verão a nossa estação.




.?.

sábado, 23 de julho de 2011

Receita

Faça-me ficar cheia de perguntas:
Deixe-me sem resposta.





.?.

sábado, 16 de julho de 2011

Apenas um Comentário

a inconstância sempre, passa a constância:
o  r  a      l  i  n  h  a     r  e  t  a,
ora pular corda 
(-                   ).
   b     m       a
      a     b
     



.?.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Carta a uma Amiga

Minha Vida,

Depois do afastamento das últimas semanas [meses?], é chegada a hora de nosso reencontro.
Quando esta carta, com estas ansiosas palavras, chegar, eu estarei próxima.
Trajarei meu melhor sorriso. Todas as cores.

Com amor,


Teu Corpo.


.?.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Poesia Sem Ser

Gostaria de escrever hoje,
mas se fizer o verso do agora
penso que posso comprometer
a nossa prosa no depois.


.?.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Eu não sei quem és
tu, não sou
eu
estou
desesperando
esperando
tu
aparecer
desaparecer
e
m/f
i m


.?.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

fim da tarde, início de um dia

Caminhando pela praça
no escuro
o cigarro clareava o pensamento
uma lanterna
ignorava a chuva caindo
Caí na poça d'água
afundei meu all star
Naquele buraco em que me encontrava
continuei seca como o sertão.


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a espera da gripe
e do sol
recomeço então,
inSOLação.


.?.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

poema bo(m)bo(m)

Duas, três palavras...
p'ra ti, na lembrança guardar.
quem sabe te fazer como eu,
tu, comigo, sonhar...




.?.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

DAS VIAGENS ou Tempo na Observação

Olha a janela,
Passar dos dias,
"idade"
Escuta o reflexo do vidro:
- Entre seus olhares,
"saudade"



.?.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Colibri

quase colidi com uma borboleta
por pouco não saio voando,
deixando meu corpo na avenida,
batendo asas
tocando folhas
beija(ndo)-flor(es)
falando com_o jardim


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ela, que tinha a cabeça no lugar, desviou feito vento de mim, que tenhos os pés cimentados no chão, mas a cabeça solta no ar em movimento.

Admirei a leveza daquele piscar de asas no peso do passo no bater das horas.
Apenas uma borboleta laranja,
enfim.




.?.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Traição?

Ela reclama que estou distante,
sem tempo
pensando demais
trabalhando mais
sem tempo
com calma
Ela reclama minha presença,
quando está comigo,
sem calma
com tempo
quando estava com ela,
Eu disse que penso demais,
em trabalhar mais
para trocá-la por outra.



Queria uma cama menos quadrada.
[e muda]










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Descobri que meu problema era com o Travesseiro.



.?.

domingo, 8 de maio de 2011

Cronômetro





oquesqueçoquesperoquestacontecendo?

   .

         .
               
               .
                          
  TEMPO ESTOCADO.

  

.?.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sem título (AINDA)

Empresto-te o benefício da dúvida.
Em troca, pagará os juros das minhas certezas.


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credora esperando o pagamento do empréstimo:
um título pra o final do (que) verso.

Acho que tenho certeza que apenas começei.
Acho? Dúvida.
Pelo jeito, também estou em débito...



.?.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Piscar de horas

Abro e fecho os olhos.
Impressão de estar num quarto diferente,
ou não estar,
Pass(e)ando por outro Planeta.

Deve ser o tempo e o espaço:
Momento do dia em que tiro os dois pés do chão.
Deitada,
Flutuo em Pensamento.





.?.

Moviment(ação)

leva

        ma(i)s

leve



.?.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quiçá

porquêsporquêsporquemserás?


.?.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Identidade ou Dos chamamentos (in)quietos da voz

repito teu nome constantemente
por instantes,
não consta na mente
que(m) sou eu...


[Sinceramente, minto às vezes que sei]


.?.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pretinho Básico

Ele era preto, um pouco velho, com ares joviais. Perfumado de fragrâncias diversas [cheio do dia-a-dia, carimbado de histórias e memórias]. Sempre que saia, pensava se o armário -seu aconchego, a escuridão que o envolvia, e as próximas companhias- não seria melhor opção. Porém era vítima das escolhas de outrem, submisso às vontades de quem pensava ser sua dona. Reprimido por anos, parecia esconder a carga pesada que carregava - tristezas, frustrações, ansiedades e angústias. Acho que a lembrança dos bons momentos o iluminavam, mesmo que sua cor estivesse cada vez mais pálida - apagado mesmo.
Naquele domingo fazia calor, sol e vento desalinhavam, enquanto resistia, objeto firme à forma com que lhe carregava pela mão -como se não quisesse sua presença ali, no balanço do ônibus.
No meio do percurso notou  que a companheira estava dispersa, conversando com um ex-colega de setor e que, este poderia ser o momento "ação" - mesmo tendo que contar com a total distração da referida moça.
Poderia se desvencilhar de tamanho laço? Será que ela ainda sentia o mesmo do início, quando a qualquer pessoa querida me apresentava com certo orgulho [não por sua beleza em si, não tinha grandes diferenciais: comum e não chamativo], dizendo que me emprestava se fosse necessário. "Não tenho ciúmes", ela dizia, em tom de brincadeira, com aqueles olhos e sorriso que tanto combinavam com aquele rosto fino e forte...

Pensou durante o tempo que dispunha e, por fim, estava decidido em agir. Ação que se caracterizava pelo ato de ficar em silêncio, sem movimento algum para não chamar a atenção  -atenção que outrora tentava  chamar de todas as formas por algumas combinações, que somente um disco de cores entenderia.
Sua estratégia foi feliz: ela se foi, ele ficou... E comprovou que foi o melhor: ela já pensava em ter outro [mais novo, de outra cor, quem sabe] e sequer teria a chance de lhe procurar, pois o ônibus partiu e, algumas paradas depois, outra moça sentou-se ao seu lado, encarando-o profundamente. Sem reação, sentiu-se acolhido, e novamente envolvido [e envolvendo]. Desceu do coletivo acompanhado por outra singular.

E a outra moça, após descer, abriu os olhos, fechou o sorriso e, pelo contrário, logo deu pela falta do companheiro. Pensou em entrar em contato com a empresa do ônibus, mas pensou:
Tenho mesmo que me desvencilhar do passado.
Ele carregava pedaços da sua própria história. Cinco anos de relacionamento (conveniência?), e de uma coisa estava certa: encontraria outro que lhe agradasse, porém procuraria um da mesma cor, em memória daquele que pensava falecido.
 [Não sabia que a partir daquele fatídico fato havia recomeçado sua vida].

Passou frio naquela final de tarde, sentada na grama, sozinha [mesmo que acompanhada], sorvendo mate: o casaco agora só aquecia lembranças.


.?.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Velocidade Média ou 24 h/dia

correndo como uma louca das LOUCurAS que me perseguem.

eu estou sã,
mas
eu sou várias.


.?.