- Pare de me seguir! - Pare de caminhar... - Eu não sei o caminho! - O caminho não existe... - Por que estás vindo atrás de mim? - Por que estás indo na minha frente? - Pare de caminhar... - Pare de me seguir!
Pensava que estava no caminho certo, sem perceber, tomava o mesmo rumo sem rumo não percebia que o certo caminho, não era certo, nem errado, com direção era trilha com mapa: questão de (re)percepção.
Dinheiro que não se tem, conhecimento que aos poucos vem. Tristeza pela falta do vintém, que não se tem, mas que vem, aos poucos vem aos montes sem desdém
Se pudesse me ouvir, diria para me escutar. Se pudesse me ver, diria para fechar os olhos e, sem nenhuma palavra, te abraçaria para que sentisse o que gostaria de, olhando, dizer.
Escutei teu sotaque, na boca de outra moça e vi teu rosto por um momento, gostaria de estar surda, mas tu me cegas apenas não te vejo mais e não me ouço.
Língua a postos e miopia; Olhos fechados e silêncio.
Hoje vi uma borboleta azul e, por um momento, parecia que também me observava. Fui embora antes de falar, para que não percebesse que não sabia voar... [ou que era maluca, falando com borboletas, sozinha, querendo pular das rochas]
Agora pensando, uma dúvida: ela era realmente azul? Se era, não sei, mas sei, que foi...