quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Do[i]s Cômodos ou reflexão sobre [i]móveis e suas paredes
mudei de quarto:
lembro do teu espaço,
paredes que abraçavam,
a tua janela...
não esqueço da vista
[das visitas]
diferente do meu paço,
pernas que andarilham,
o meu teto...
horizonte de expectativa
[da visita]
paredes sem braços cansadas de esperar paradas o pensamento que faz eco sem sair do lugar.
Abraço? Eu estive em mudança...
.?.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Inverno acabou Verão?
nas saudades; na cuia de mate que, invertidas as letras, caiu; nos afastamentos; na caneta de tinta que estourou sangue; nas ligações; na roupa verde, na mochila vermelha; nos sentidos; olfato, visão, tato: auditivas percepções...
.?.
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Problemáticas
Os números são também palavras...
Matemática Poética. Distanciamentos e Temporalidades próprias. Entre tantos pensamentos e cálculos, extraio a raiz do problema. Raiz não exata, números quebrados. Zeros a esquerda que possuem valor.
08 ou 80. Extremos Infinitos. Vazio Profundo que encheu. Cheio, o Vazio aprofundou o silêncio.
E a cada novo gráfico, a tentativa de expressar o que as palavras não falam
- Foi-se audição?
- Não importa, a voz também...
Basta olhar
ascendente
memória

constante
Distância Simbólica?
Tempo Corporal...
Tempo Corporal...
.?.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Até qualquer dia
Dia qualquer escrevo...
Palavras andaram perdidas,
ando a procurar.
Caso sejam encontradas, passem o endereço?
Rua da folha do Caderno, fundos...
Basta chamar pelo Lápis!
.?.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Sem Título
É preciso ter cuidado com as perguntas, pois a mais simples na aparência, pode ser efervecência, dependendo de quem pergunta. Mesmo que a pergunta não seja direta, de corpo presente, mesmo que seja enviada, mesmo que não seja pergunta, que seja apenas conversa.
Cuidado Sempre.
Não é preciso ter medo de não ter respostas; medo somente de não conseguir responder que não tem resposta, mas sim que tem outras perguntas, e que estas podem ser eternas.
As vezes podemos perder a paciência. Às vezes mudamos em cada situação. Às vezes não.
Sempre é muito. Nunca é pouco. Às vezes nunca, sempre pode ser demais.
.?.
gato ou rato?
Sempre as velhas sempre novas questões...
Definir é algo muito complicado. Continuar escrevendo também. São tantas dúvidas. O papel um dia vai acabar. Tenho certeza disso. Os dedos ficarão perdidos. Certeza de dúvidas. Centena de espaços mudos entre as letras. Não há como entender. Pura incoerência. Certeza do que não se é. Duvida sobre o que dizer. Estar é a resposta. Calar a pergunta. Fraca ou Forte? Para, encara, escuta...
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Nem um, nem outro. O dois. nenhum outro.
Pode haver uma terceira opção, dependendo do dia.
Da tristeza.
Da alegria.
Quem sabe ouve?
Falar alivia?
.?.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Estados de ánimo
A veces me siento
como un águila en el aire.
-Pablo Milanés
Unas veces me siento
como pobre colina
y otras como montaña
de cumbres repetidas.
Unas veces me siento
como un acantilado
y en otras como un cielo
azul pero lejano.
A veces uno es
manantial entre rocas
y otras veces un árbol
con las últimas hojas.
Pero hoy me siento apenas
como laguna insomne
con un embarcadero
ya sin embarcaciones
una laguna verde
inmóvil y paciente
conforme con sus algas
sus musgos y sus peces,
sereno en mi confianza
confiando en que una tarde
te acerques y te mires,
te mires al mirarme.
Mário Benedetti
sábado, 29 de agosto de 2009
Buenas
eu já me conformei?
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Não adianta:
Sempre serei eu a procurar a palavra.
O tempo não cura.
Remédios não param o pensamento.
Não adianta correr, minha sombra voa.
Eu esqueço porque tenho que lembrar.
E o mais triste é pensar que a palavra ADEUS é a palavra SAÚDE, invertidas as letras.
Prefiro viver doente...
______________________________
Sim, eu já me conformei que dificilmente vou me conformar...
.?.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Meu Blusão, as Pedras e o Tempo
O tempo é cíclico?
Retilíneo é que não me parece ser...
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Não adianta parar de procurar meu blusão que se perdeu de mim, depois de um tempo, ele sempre reaparece, em outros modelos, em outras cores...
Nesse caso um blusão azul me chamou tanto a atenção que por pouco não tropeço numa pedra...
Pedra essa diferente, pois se move sem que alguém a movimente.
Chamo de Pedra, não por ela, mas por mim, que não tem dureza suficiente para deixar pr'a trás sem movimentar o que deveria estar parado [que fique claro, parado, sendo eu o referencial].
Incrivelmente, naquele dia eu fui obrigada a desviar o meu caminho para encontrar a Pedra.
Quem sabe um dia, eu desvie da Pedra, e encontre meu caminho...
Mas se:
"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra. [...]",
certamente [como ter a Pedra no meio do caminho] eu não vou desviar, porque minha alma é colecionadora.
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E o Tempo continua retilineamente a circular...
A Pedra foi só um marco?
.?.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Cobertor Corporal
Crônica de um corpo
Desde que perdi aquele blusão não consigo mais seguir.
Sigo sentindo mais frio que antes, sentindo mais medo que antes.
[Na verdade sentindo medo, coisa que não acontecia antes].
Aquele blusão era único, era da minha mãe, ou tias, não lembro.
Era estranho, era velho, mas eu, jovem, queria como um novo que causa estranhamento.
Perdi ele num dia 13. Não era sexta-feira, mas foi um dia de azar.
Perdi um pouco de mim ao perde-lo. Ele fazia parte de mim. Naquele dia estava com o perfume que mais gostava. Ele também me tinha. Tanto tinha, que continuo me sentido presa a ele, como se alguém o tivesse aprisionado. Guarda roupa é o policial que prende as vestes. É prisão. No meu caso, ou melhor, no caso do meu "antigo" blusão, é prisão perpétua. Acho que não vou mais poder vê-lo, e se ver, no máximo esquentará os meus os olhos, não será mais aquele cobertor que aquece durante o dia, e a noite, se não descansa ao meu lado, me olha ao dormir.
** notícias do blusão: ele era[sempre penso no pior]/é claro, cor creme, mas acho que quando o perdi continha cheiro de baunilha.
Não existe outro igual. Esqueço o blusão ou tento encontrá-lo?
Crônica a espera de um fim.
.?.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Sentir o ócio [Simpósio]
Esta semana resguardei para a reflexão. Participando de algo que me disponibiliza tempo ocupado sem ocupação.
Já é o segundo dia que sinto aquele cheiro, e o Simpósio me fez pensar: o que era para ser já periférico continua no centro?
Notei que consigo sentir o cheiro de cada palestra, mais precisamente do palestrante.
Aquele perfume me desnorteou. [Continuo sentindo]. É uma droga pesada que ativa a memória. [Continuo pensando]. Ativa a lembrança do que já era um esquecimento.
[continuo sentada pesando].
- Por favor, licença?!
- Pode passar, POR FAVOR!
E eu é que agradeço.
Simpósio Internacional Centro/ Periferia e Análise Histórica.
[o título eu sei]
.?.
domingo, 19 de abril de 2009
Momentâneo.
Caso ou compro uma bicicleta?
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o momento.
O momento.
O MOMENTO.
tentarei aprender para não esquecer.
---
Bicicleta eu nao tenho.
Aaah, mas eu tenho pernas, procurei então umas negras curvas, em que escuto as linhas retas em círculos.
*remédio do tratamento está fraco demais: eu ainda penso.
.?.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Asas do Desejo
"O tempo cura. Mas e se o tempo for a doença?"
"Sei tão pouco. Talvez porque sou curiosa demais."
"Não sei se existe destino, mas existe decisão."
**adaptado segundo a escrita da escuta com os olhos.
P.S.: "dedicado a todos ex-anjos"
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Hoje resolvi que vou esquecer as datas, e diferente do sempre, irei presentear a mim.
Presentear-me-ei fora de qualquer data comemorativa, porque comemoração de tristeza é velório, não festa.
"Eu diz": Obrigada. [Sinto-me obrigada a agradecer.]
Sinto muito se o presente não agradar.
.?.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Desatenta Atenção na Escuta
Ontem estava retornando a rotina, pois havia viajado [viagem terrestre, não espacial, mas especial]. Como sempre analisando imagens em movimento, movimentando o olhar, até que escuto a seguinte música:
Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...
Uma música que pelo que me lembro, ou melhor pelo que não esqueci, nunca teve alguma importância, e na verdade continua não tendo, mas como em vários outros momentos, quando me deparei com o som e voltei o meu olhar para ele percebi que a música fazia sentido. Um sentimento estranho, um misto de lembranças [ou seriam não esquecimentos?] se aproximou. Corri.
-Corrente da memória não mais vai me prender!
Uns dias atrás percebi que a cada dia estou mais curada de mim, e consigo dentro dos limites [não poderia ser diferente] sentir exteriormente a minha interna liberdade.
Escutar aquela música me fez ver que não posso parar o tratamento, não estou curada.
Corro de mim.
Minha sombra me persegue...
.?.
domingo, 22 de março de 2009
Interesse. [Interessa? Interessante...]
A palavra mágica
Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.
C.Drummond de A.
#
Ontem tinha a sensação de que algo tinha/ia acontecer.
Percebi que não basta procurar a palavra, ela também tem que querer tentar me encontrar.
.?.
CaPetró
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