segunda-feira, 25 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quiçá

porquêsporquêsporquemserás?


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terça-feira, 5 de abril de 2011

Identidade ou Dos chamamentos (in)quietos da voz

repito teu nome constantemente
por instantes,
não consta na mente
que(m) sou eu...


[Sinceramente, minto às vezes que sei]


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sexta-feira, 25 de março de 2011

Pretinho Básico

Ele era preto, um pouco velho, com ares joviais. Perfumado de fragrâncias diversas [cheio do dia-a-dia, carimbado de histórias e memórias]. Sempre que saia, pensava se o armário -seu aconchego, a escuridão que o envolvia, e as próximas companhias- não seria melhor opção. Porém era vítima das escolhas de outrem, submisso às vontades de quem pensava ser sua dona. Reprimido por anos, parecia esconder a carga pesada que carregava - tristezas, frustrações, ansiedades e angústias. Acho que a lembrança dos bons momentos o iluminavam, mesmo que sua cor estivesse cada vez mais pálida - apagado mesmo.
Naquele domingo fazia calor, sol e vento desalinhavam, enquanto resistia, objeto firme à forma com que lhe carregava pela mão -como se não quisesse sua presença ali, no balanço do ônibus.
No meio do percurso notou  que a companheira estava dispersa, conversando com um ex-colega de setor e que, este poderia ser o momento "ação" - mesmo tendo que contar com a total distração da referida moça.
Poderia se desvencilhar de tamanho laço? Será que ela ainda sentia o mesmo do início, quando a qualquer pessoa querida me apresentava com certo orgulho [não por sua beleza em si, não tinha grandes diferenciais: comum e não chamativo], dizendo que me emprestava se fosse necessário. "Não tenho ciúmes", ela dizia, em tom de brincadeira, com aqueles olhos e sorriso que tanto combinavam com aquele rosto fino e forte...

Pensou durante o tempo que dispunha e, por fim, estava decidido em agir. Ação que se caracterizava pelo ato de ficar em silêncio, sem movimento algum para não chamar a atenção  -atenção que outrora tentava  chamar de todas as formas por algumas combinações, que somente um disco de cores entenderia.
Sua estratégia foi feliz: ela se foi, ele ficou... E comprovou que foi o melhor: ela já pensava em ter outro [mais novo, de outra cor, quem sabe] e sequer teria a chance de lhe procurar, pois o ônibus partiu e, algumas paradas depois, outra moça sentou-se ao seu lado, encarando-o profundamente. Sem reação, sentiu-se acolhido, e novamente envolvido [e envolvendo]. Desceu do coletivo acompanhado por outra singular.

E a outra moça, após descer, abriu os olhos, fechou o sorriso e, pelo contrário, logo deu pela falta do companheiro. Pensou em entrar em contato com a empresa do ônibus, mas pensou:
Tenho mesmo que me desvencilhar do passado.
Ele carregava pedaços da sua própria história. Cinco anos de relacionamento (conveniência?), e de uma coisa estava certa: encontraria outro que lhe agradasse, porém procuraria um da mesma cor, em memória daquele que pensava falecido.
 [Não sabia que a partir daquele fatídico fato havia recomeçado sua vida].

Passou frio naquela final de tarde, sentada na grama, sozinha [mesmo que acompanhada], sorvendo mate: o casaco agora só aquecia lembranças.


.?.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Velocidade Média ou 24 h/dia

correndo como uma louca das LOUCurAS que me perseguem.

eu estou sã,
mas
eu sou várias.


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segunda-feira, 7 de março de 2011

Dá-se um jeito!



Porque existem diversas formas de se demonstrar como se é. Diferentes maneiras de se transmitir o que se sente. Vários modos de (me-lhe) (D) escrever.
 Uma imagem consome mil palavras. Mas ela não fala, quer escutar?


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quinta-feira, 3 de março de 2011

Da Descrição [ou relato do olhar e sentir]

Delimitar quem és?
Talvez
Misto do Não e do Sim,
O externo antes do interno.
Nega(ação) Afirmativa(ndo).
Biografia?
Retrato Falado,
para uma (des)conhecida...


.?.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Temporal

Fiquei pensando:
Não escrevi sobre a chuva...
De tanto pe(n)sar,
Choveu...



.?.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Da Conquista

A conquista se faz pelo simples,
Dito às vezes complicado...
Fazer o que se espera,
No momento inesperado...


Camila Albani Petró

(17ª edição do Concurso Poemas do Ônibus e do Trem)

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Um personagem qualquer, com poucas experiências por motivação, 17 anos e suas primeiras linhas.
Uns elogiam; outros dizem não entender; alguns escondem não gostar; uma disse que "conquista" é uma palavra feia e etcéteras.
e eu?
Eu acredito às vezes no que escrevo, mas depende do dia...

.?.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Do Final ou quem sabe apenas o Início

Ela caminhava a passos largos. Brusca, cabeça erguida, saindo do banheiro, indo ao encontro novamente da música [que parecia gritos, tamanha a inquietação anterior].

- Saindo da porta desse banheiro, não entra mais na minha vida.

 Maçaneta na mão. Parou. Baixou a cabeça: não vou conseguir encarar essa pressão toda. [Refletiu naquele ínfimo instante, como sempre, sobre seus instintos caninos tão presentes, mas também no seu íntimo felino, que, encarecido, pedia (veja só a contradição) para ser explorado].
Apertou os olhos, girou vagarosamente a maçaneta, fazendo um giro de 180º. Voltou.
Mirou no espelho a imagem daquela criatura, tantos outros reflexos, esse ficou marcado: viu o que nunca tinha visto [ou melhor, o que costumava postergar para um outro dia de observação... aquele profundo, dentro da essência/aparência mista e contraditória daquela, que acima de tudo era una e inequívoca).
Olhou firmemente. Podia enxergar até mesmo os pensamentos daqueles, que eram tão seus olhos quantos os seus...
Desviou seu corpo, foi até a privada: havia esquecido a descarga.
Giro de 360º, porém esperava não mais voltar.


Retornou para a pista como se nada tivesse acontecido [se é que aquilo pode ser considerado um acontecimento].
Tudo se manteve; foi um sonho. Só que estava acordada. Cansada, almejava dormir.


.?.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Referências Culinárias (alguma parte sem definição)

Dos cactos

Plantas Espinhentas;
Plantas Ornamentais...
Fonte de alimento:
alguns prato do dia,
outros verso da hora.

Porque às vezes espinhos são como pétalas.
Plantação em meio a quase seca,
Escrita árida de contemplação.




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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Das Lembranças ou sobre o Não-Esquecimento

Minhas paredes vazias
Sem quadro, decoração ou fotografia...
Muitas lembranças penduradas
Gasto o reboco a cada dia...

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Escombros de memória em pé,
cheio de tijolos
Sem reboco,
cimento une, mas se perdeu...
Não mais encontrou.



.?.

Homen(age)m

"Não entendo Poesia"
mas para mim fala
o que há de melhor;
sem rimas
me faz chorar
enquanto tento escrever
o quanto me faz sorrir...

Lágrimas: diz não entender o que me ajuda a fazer.

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Personagem acima tem nome:
é Camila A. Petró
Escrevo àquela pessoa que soube conquistar minha presença.
(mesmo demonstrando da maneira torta que sei o tão presente que és).


.?.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Dos Labirintos ou apenas Reprodução da Madrugada.

Está sendo difícil eu conhecer o ser. Diversamente somos.
Eu sendo várias. Suporte da carga psicológica.
Submeto.
Submetida.

- ei, vocês que andam aparentemente [de forma invisível] comigo, falem respostas, sem propor mais mistérios!
- Eu devo entender sozinha?
Estranho eu andar então acompanhada...


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A noite tem voz, mas é na madrugada que ela grita.
Silêncio.
A
L
T
O
.



.?.

Clichês e/ou Análise de "p" s

Eu fogo,
tu polvora.
Explosão somos;
Nós [...] como Elos.
.o que sinto é maior do que eu.
Chama.
Incendeia.
Acaba comigo,
toma conta de mim.



.?.

sábado, 1 de janeiro de 2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Preguiça

num canto claro do quarto, a maquina de escrever diz ao papel em branco, cheio de escuridão: letras procurando pelo tempo; espaço esperando por palavras...


.?.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um Personagem

Mente inquieta, preguiçosa de acalmar, de dissipar histórias se nega.
Negativa afirmação: não tenho sono, nem relógio; não perco palavras na contagem.
A noite os espíritos fazem suas festas, enquanto deixo fluir os caminhos, não sei se adormeço... acordo investigando os rastros dos passos que não deixei. Escritos rabiscados na lembrança da memória que é minha da atuação deles.
Espaço e Tempo de Um Personagem. Roteiro dos eus descrito por mim.



Corpo na inércia do pensamento que não para.
Quem escreve atua? texto a procura de um a[u]tor...


.?.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Aleatórias I

Lembrando da prosa interna tão boa,
até esqueço que prefiro externalizar poesia...
com pouca facilidade em dormir,
acordar com muita dificuldade.

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pensar sentir pensar sentir pensar sem ti pesar sem ti pensar sentir pensar sentir pensar sentir pensar
sentar pisar sentir 
pensar,
eu.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dos diálogos

 Pensamento Cercado. Fortificação Interna.
Chego ao limite do muro.
Interrogação:
continuo sem barreira a prosa?
paro, e sigo pelo portão da  poesia?

[reticências]



.?.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Das noites [minhas]

aquele frio interno. nem sono, nem cobertor, nem roupa alivia.
b
r
A
Ç
O.

Não durmo: descoberta e nua.
Intensidade.


.?.