quarta-feira, 13 de setembro de 2023

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Dos conceitos elementares

Chove lá fora,

Respinga aqui dentro.

Se água é sentimento,

O vento é psicólogo:

Le/ava-me.

.?.

CaPetró


sábado, 2 de setembro de 2023

Quando o preço é valor

 


O preço é alto:

solidão acompanhada

ou

acompanhada pela solidão...

.?.

CaPetró

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Secos & molhados

Sentir profundamente

E não conseguir chorar:

Eis um profundo sentir.

.?.

CaPetró 

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Da dualidade

 - Eu não sou assim.

- Mas eu também sou você.

- Eu sou você?!

- Você também sou eu...

.?.

CaPetró

sábado, 29 de julho de 2023

Por encomenda

Se quer poesia,

faça!

Ou venha buscar...

.?.

CaPetró

terça-feira, 25 de julho de 2023

(i)responsabilidades

Pra tudo tem

uma primeira vez

até mesmo pro que

nem vez deveria ter

.?.

Me Perdoe, Sinto Muito, Sou Gra...nde, mas agora estou pequena - talvez um dia eu passe por todas as etapas. Talvez, numa próxima vez.

CaPetró 

sábado, 22 de julho de 2023

IN)( PUBLICÁVEL

 Esses dias-

a noite-

um poema apareceu.

Impublicável,

ficou preso no céu

da boca

Disponível na ponta

da língua

entre o meu corpo

e o teu.


.?.

CaPetró

sábado, 8 de julho de 2023

Só sabem o que pensam saber

"É homem ou é muiié?"

"É homem ou é muié?!"

Se perguntavam.

E eu respondia em silêncio:

Eu sou a tua dúvida. 

CaPetró


sexta-feira, 7 de julho de 2023

Maquinalgente

Da insônia da noite

ficaram duas palavras:

automático e manual.

Era sobre escrita,

se tornou escrito,

em uma máquina

à mão

sem instrução.

CaPetró

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

.?.

meus escritos andam
espalhados por aí
em diferentes corpos
presos em mim
não tem dono
mesmo que tenham endereço:
pertencem a quem ler
e for lido
eles não pertencem:
existem

CaPetró

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Desculpe o atraso, fiquei preso num poema"

Poema, essa prisão sem grades:
prende a rima, a poeta, a musa.
Chega e vai embora
Atrasa quem escreve e quem lê
Mas atraso poético é perdoado
Que o tempo sábio, sabe
de como o poema 
(como os sentimentos)
não tem horário
Nasce e não quer morrer:
então é anotar
e ficar lendo...
Ainda que isso atrase a vida.
É isso!
A prisão é sua forma de viver...
[e de nos libertar]

.?.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Do primavera [ou sobre a continuação do inverno ou ainda o atraso do verão]

E as tantas lágrimas que caíram
Hão de regar o solo das muitas flores
que no inverno plantei e adubei
com os poucos restos de outros amores

A primavera está chegando bem devagarinho
atrasada, pela data do calendário
Mas assim seu término terá o fim adiado
E o amor poderá se tornar diário

Diário, até a próxima estação
Que não tem dia, nem horário
Tampouco tempo de duração

E o (giras)sol vai nascendo (vem-vindo)
na carona do canto dos passarinhos
e ao chegar, vai ficando(...bem-vindo!)

.?.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Da Biografia ou apenas reflexões poéticas das teorias na pós-graduação

Caminhava em linha reta
como se houvesse um caminho
e as placas, como setas
traçavam algo como um destino

Mas e a vida tem história?
Existe história de uma vida?
as perguntas, como reticências
interrogam a própria lida...

Nas vivências (auto)biográficas
há muita coerência falada
mas nem sempre vivida

E a trajetória biografada de um vivo-morto
é morto-vivo: inicia quando finda 
Cadáver agindo como corpo, que ainda respira.

.?.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Hemorragia no Olhar ou apenas um sangramento superficial profundo

Meus olhos derramaram.
E eu, que sempre sangrei
internamente, pelas vias
deixando cair lágrimas
externamente, pelas ruas
sangrei pelo olhar,
chorando por dentro.

.?.

sábado, 1 de novembro de 2014

Dos fins que justificam os meios

escrevi um
poema interminável:
findou em dois
sem (um) fim

.?.

sábado, 25 de outubro de 2014

Nota sobre autoria

Ultimamente muitas pessoas têm perguntado se os escritos que publico são meus (e a pergunta sempre é seguida de elogios, o que me deixa muito feliz: pessoas sendo lidas pelo que escrevo). Respondo que sim, que sempre que não são meus, coloco a devida referência. 
Contudo, fico inquieta quando forneço esse tipo de explicação, pois silencio todas pessoas, todos os corpos, com seus olhares, abraços, presença, falas, escutas, enfim, que fizeram parte dos escritos.
Não quero (re)discutir a/uma noção de autoria, mas somos indivíduos sociais, e essa é minha perspectiva: o que escrevo é um pouco meu, um tanto teu; um pouco de quem lê, um outro tanto de quem é lido. E claro, não deixa de ser de quem escreve, 'meu': entretanto, sem uma posse em si sobre seu conteúdo, tenho, sim, um pouco de carinho pelo ordenamento das palavras e pela costura das frases.
Assinar ou não Assinar?
C...
Continuo interrogando as reticências...

.?.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ela voltou [ainda que não p'ra ficar]

e poesia,
que não é pássaro,
fala
e falando
voa
e voando
en-canta
e en-cantando,
poesia é

.?.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sem título ou à espera da Poesia

Ontem fiz uma poesia
e esqueci.
Hoje, não escrevi
e não lembrei.
Amanhã quiça?
Quiça amanhã...
Ela volte.

.?.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Da tristeza bonita

E nos olhos, aqueles olhos.
E no peito, aquele aperto.
Aperto os olhos
E o peito
(M)olhando, se desfaz.

.?.